Ondas Revolucionárias

   O século XIX foi um período de revoluções na Europa. Isso porque aconteceram muitas mudanças sociais, econômicas e políticas. Além disso, o Congresso de Viena, criado após a queda de Napoleão Bonaparte, também causou muita reação popular.
   Historicamente, essas revoltas foram chamadas "Ondas Revolucionárias".

Primeira Onda Revolucionária
   A primeira onda revolucionária ocorreu entre 1820 e 1830 e tinha caráter liberal e nacionalista. Ela foi uma reação à Restauração e eram conspirações militares ou movimentos promovidos por organizações secretas (como os Carbonários), que em sua maioria foram sufocadas pelo governo.
   Em Portugal-1822, a Revolução Liberal do Porto levou a aprovação da primeira Constituição portuguesa. Já na Grécia-1829, os nacionalistas libertaram o país do domínio do Império Otomano.


Segunda Onda Revolucionária
   A segunda onda revolucionária causou um maior impacto que a primeira.
   Em 1824, a França passou a ser governada por Carlos X. Ultraconservador, ele tentou restabelecer o absolutismo. Para isso ele dissolveu a Câmara e impôs censura à imprensa. Em 1830, a população se revoltou em Paris: ergueu barricadas e enfrentou as forças do governo. Depois de três dias o rei foi deposto. Isso estimulou uma nova onda de revoltas na Europa. A Bélgica, por exemplo, com a ajuda dos ingleses se libertou do domínio holandês. A Polônia começou uma revolta nacionalista, que foi abafada pelo governo da Rússia, entre outras revoluções.

A Terceira Onda ou Primavera dos Povos
   A fome e o desemprego atingia as camadas mais pobres da população europeia em 1848, consequência das más colheitas. Nessas condições, manifestações de protesto se desencadearam. Entre elas, a maior revolta camponesa desde a Revolução Francesa, na Galícia austríaca: em uma noite aproximadamente mil aristocratas foram mortos pelo povo faminto. 
   Na França, em fevereiro de 1848, manifestações populares levaram à abdicação do rei Luís Felipe (sucessor de Carlos X) e à  proclamação da Segunda República. Foi instaurado um governo provisório, controlado em maioria por burgueses, que realizaram convocações para a eleição de uma Assembleia Constituinte. Em junho, manifestações operárias que reivindicavam melhores condições de vida foram violentamente reprimidas pelo governo. Isso rompeu as alianças entre a burguesia liberal e a classe trabalhadora (influenciada pelo socialismo). Em novembro, Napoleão III (sobrinho de Napoleão Bonaparte) venceu as eleições e deu um golpe de Estado, se proclamando imperador e dando fim à Segunda República.
   Esses acontecimentos repercutiram pela Europa e influenciaram diversas outras revoltas. Por seu caráter internacional e pelas aspirações que a animavam, essa onda revolucionária ficou conhecida como primavera dos povos.  
      
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